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29.1.10

Mitos sobre o amor

 Achei muito interessante quando vi o tema da matéria de capa da revista Isto é (http://migre.me/i4Wh) desta semana, me fez lembrar uma pesquisa que fiz para a disciplina do professor Ailton Melo da USP, em 2000. Interessante que dez anos se passaram e alguns resultados das pesquisas continuam os mesmos.
O meu assunto foi estilos de amor (teoria de John Lee), usei uma escala desenvolvida por Hendrick e Hendrick que verifica qual é o estilo de amor da pessoa.  Os estilos são os seguintes: 
·         Eros (amor) – ênfase na aparência física,
·         Psique – ênfase nos sentimentos,
·         Ludus - o amor que é jogado como um jogo,
·         Storge - um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base na amizade,
·         Pragma – relacionamento mais prático,
·         Mania - amor altamente emocional; instável,
·         Ágape - amor altruísta; espiritual.

Na minha pesquisa, o estilo mais presente entre jovens universitários foi o Eros, conforme visto em outros estudos no mesmo período. O primeiro mito apresentado na matéria 1 - Homens dão mais valor à parte física das mulheres e as mulheres ao status social dos homens - que está relacionado a este dado.   Foi apresentado também, um estudo da Universidade de Northwestern’s Weinberg, nos Estados Unidos que mostra uma realidade bastante diferente. O trabalho com jovens encontrou que, embora boa parte acreditasse na premissa de que homens e mulheres têm prioridades diferentes na hora da conquista, na prática, ambos os sexos agem de forma idêntica. “A beleza é a característica mais desejada, tanto para os homens quanto para as mulheres”, explica o professor Eli Finkel, um dos autores do estudo. A questão do status social fica em segundo plano até entre as mulheres. “O primeiro canal de comunicação é sempre o da aparência física”, lembra a psicóloga Lídia Weber (veja a matéria na íntegra.. http://migre.me/i4Wh)

Nós vivemos em um mundo imediatista, onde impera o fast, as pessoas estão habituadas a fazerem escolhas rápidas, nesta condição a aparência, a embalagem, se tornam elementos essenciais. Somos condicionados a sempre estar com algo novo e preocupados com a nossa aparência.  Esta situação não é totalmente danosa, mas por outro lado torna as relações superficiais, pois não há disposição, nem vontade de se preocupar com o conteúdo com o recheio.

Prof. Ailton, falando sobre como encontrar um parceiro, referiu que os namoros geralmente começam e permanecem firmes, quando o encontro se deu a partir da apresentação de um amigo. Tenho observado isso há anos, o cupido ou alcoviteiro continuam sendo figuras importantes, quando um amigo te apresenta uma pessoa ou você a conhece no seu trabalho, seu namoro tem mais chances de dar certo (se o casal tiver afinidades, estiverem em sintonia, é claro .....).  

Entre os outros mitos apresentados, um que me chama atenção é - Brigas e críticas minam o casamento, concordo que as críticas em excesso minam qualquer relacionamento, pois elas podem destruir a imagem e auto-estima do outro, e ainda há um agravante pois as críticas podem vir disfarçadas pela frase “eu estava apenas brincando”.... 
Já ouvi falar que as brigas são importantes no casamento para poder dinamizar o relacionamento e possibilitar que cada um possa defender seu posicionamento e manter uma diferença entre as identidades. O que vocês acham precisamos discutir isso.....


Os outros mitos são os seguintes Para os homens, masculinidade se afirma com vigor físico e sexual (discordo...); Biologicamente, os homens não foram feitos para a monogamia (discordo...); O convívio antes do casamento prepara o casal para a vida conjugal (pode ser...); O fim de um relacionamento é mais difícil para quem ainda está apaixonado (nem sempre...);O romance e a paixão desaparecem com o tempo (discordo...); Relações proibidas são mais empolgantes (será...)  Vamos encerrar por aqui, discutir a relação é sempre um assunto longo e demorado.

23.8.07

Adequações e indadequações


Relações humanas, um desafio do cotidiano!!!!!!!!

São tantos os "tipos" de pessoas que encontramos em nosso cotidiano, que sempre nos perguntamos, como pode existir tanta diversidade?
Vemos pessoas que são afetivas, outras que são extremamente afetivas, ou aquelas que são reservadas, ou mesmo as fechadas. Vemos pessoas que são agressivas, outras que são passivas, mas também há aquelas que são assertivas. Encontramos pessoas que são identificadas como frias, distantes, mas também encontramos aquelas que são próximas e acolhedoras. Será que podemos dizer quem está certo ou quem está errado? Será que existe um padrão de adequação ou inadequação?

Alguém poderia me dar essa resposta?

Eu acredito que não podemos definir o que é certo ou errado nas relações humanas, pois estaríamos sendo arbitrários. Essas definições seriam enviesadas pela história de vida de cada um, pelas experiências individuais, sendo assim parece-me impossível dizer que aquele que é caloroso, próximo e afetivo está adequado; e que aquele que é frio, distante, seja inadequado. Posso dizer pensando nas pessoas que são próximas, mas tão próximas, que se tornam invasivas e não respeitam o espaço alheio. Por outro lado, há pessoas distantes que se tornam extremamente próximas ao perceberem a necessidade de um amigo, portanto não tenho como dizer o que é adequado ou inadequado com base em definições e conceitos.

Contudo acredito que precisamos de parâmetros que nos auxiliem nas nossas relações, e para mim um dos parâmetros fundamentais, está relacionado com - percepção - ou seja a capacidade de perceber a si e ao outro, de forma que possamos identificar em que momento estamos exagerando ou deixando a desejar. Penso que quando conseguirmos desenvolver essa percepção será possível estabelecermos relações mais saudáveis entre o EU e o OUTRO.

Aguardo seus comentários.

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