Achei muito interessante quando vi o tema da matéria de capa da revista Isto é (http://migre.me/i4Wh) desta semana, me fez lembrar uma pesquisa que fiz para a disciplina do professor Ailton Melo da USP, em 2000. Interessante que dez anos se passaram e alguns resultados das pesquisas continuam os mesmos.
O meu assunto foi estilos de amor (teoria de John Lee), usei uma escala desenvolvida por Hendrick e Hendrick que verifica qual é o estilo de amor da pessoa. Os estilos são os seguintes:
· Eros (amor) – ênfase na aparência física,
· Psique – ênfase nos sentimentos,
· Ludus - o amor que é jogado como um jogo,
· Storge - um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base na amizade,
· Pragma – relacionamento mais prático,
· Mania - amor altamente emocional; instável,
· Ágape - amor altruísta; espiritual.
Na minha pesquisa, o estilo mais presente entre jovens universitários foi o Eros, conforme visto em outros estudos no mesmo período. O primeiro mito apresentado na matéria 1 - Homens dão mais valor à parte física das mulheres e as mulheres ao status social dos homens - que está relacionado a este dado. Foi apresentado também, um estudo da Universidade de Northwestern’s Weinberg, nos Estados Unidos que mostra uma realidade bastante diferente. O trabalho com jovens encontrou que, embora boa parte acreditasse na premissa de que homens e mulheres têm prioridades diferentes na hora da conquista, na prática, ambos os sexos agem de forma idêntica. “A beleza é a característica mais desejada, tanto para os homens quanto para as mulheres”, explica o professor Eli Finkel, um dos autores do estudo. A questão do status social fica em segundo plano até entre as mulheres. “O primeiro canal de comunicação é sempre o da aparência física”, lembra a psicóloga Lídia Weber (veja a matéria na íntegra.. http://migre.me/i4Wh)
Nós vivemos em um mundo imediatista, onde impera o fast, as pessoas estão habituadas a fazerem escolhas rápidas, nesta condição a aparência, a embalagem, se tornam elementos essenciais. Somos condicionados a sempre estar com algo novo e preocupados com a nossa aparência. Esta situação não é totalmente danosa, mas por outro lado torna as relações superficiais, pois não há disposição, nem vontade de se preocupar com o conteúdo com o recheio.
Prof. Ailton, falando sobre como encontrar um parceiro, referiu que os namoros geralmente começam e permanecem firmes, quando o encontro se deu a partir da apresentação de um amigo. Tenho observado isso há anos, o cupido ou alcoviteiro continuam sendo figuras importantes, quando um amigo te apresenta uma pessoa ou você a conhece no seu trabalho, seu namoro tem mais chances de dar certo (se o casal tiver afinidades, estiverem em sintonia, é claro .....).
Entre os outros mitos apresentados, um que me chama atenção é - Brigas e críticas minam o casamento, concordo que as críticas em excesso minam qualquer relacionamento, pois elas podem destruir a imagem e auto-estima do outro, e ainda há um agravante pois as críticas podem vir disfarçadas pela frase “eu estava apenas brincando”....
Já ouvi falar que as brigas são importantes no casamento para poder dinamizar o relacionamento e possibilitar que cada um possa defender seu posicionamento e manter uma diferença entre as identidades. O que vocês acham precisamos discutir isso.....
Os outros mitos são os seguintes Para os homens, masculinidade se afirma com vigor físico e sexual (discordo...); Biologicamente, os homens não foram feitos para a monogamia (discordo...); O convívio antes do casamento prepara o casal para a vida conjugal (pode ser...); O fim de um relacionamento é mais difícil para quem ainda está apaixonado (nem sempre...);O romance e a paixão desaparecem com o tempo (discordo...); Relações proibidas são mais empolgantes (será...) Vamos encerrar por aqui, discutir a relação é sempre um assunto longo e demorado.