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31.8.10

Encontros Clínicos - Entendendo a relação entre ansiedade e depressão

No último sábado realizamos o nosso primeiro "Encontro clínico", nosso objetivo foi apresentar o modelo cognitivo-comportamental de avaliação clínica, refletir sobre as dificuldades que podem existir na formulação de hipóteses diagnósticas, quando na queixa apresentada está presente comorbidades com relação a sintomas e transtornos.
Nós discutimos sobre a relação entre ansiedade e depressão, pânico e depressão, nós analisamos um primeiro aspecto que foi uma pessoa que está em psicoterapia para tratar o pânico e o terapeuta observa sintomas clássicos de depressão e pessoas com depressão que apresentam quadros de ansiedade.
Na literatura científica encontramos que a ansiedade e depressão se relacionam, tem em comum alguns sintomas físicos, entre eles se destacam a irritabilidade e inquietação. Uma escala para depressão e ansiedade tem sido estudada e validada levando em consideração a interferência das sintomas físicos.
Pensando nas situações de pânico e sua relação com a depressão, temos em comum a insegurança que está presente devido ao medo e na depressão está presente devido a visão negativa de si mesmo ( característica principal da depressão - tríade cognitiva de Beck - visão negativa de si mesmo, de mundo e de futuro).
Há algumas pesquisas interessantes sobre essa temática, estudando a fobia social e suas comorbidades. Com relação a ansiedade e depressão algumas descrevem a relação entre transtorno bipolar e depressão.
Para a eficácia do tratamento o psicoterapeuta precisa estar atento à estas questões, analisar ser por exemplo para alguém com pânico, a depressão aparece como um sintoma?, já havia traços de depressão anteriores? No caso de deprimidos apresentando sintomas de ansiedade é a mesma coisa, será que a ansiedade é sintoma ou uma conseqüência??
São algumas questões para ajudar na identificação, avaliação e tratamento desses sintomas que são tão comuns em nossa população hoje em dia. Nosso próximo encontro será em setembro.

22.2.10

Viver o presente: ansiedade, meditação e cura.

Vivemos o presente sempre com a mente no futuro...

Iniciamos o dia pensando no faremos a tarde, a noite, durante a semana. Sempre com aquela sensação de urgência, somos "bombeiros da própria vida", a todo momento apagando um incêncio. São tantos livros para ler, tanto problemas a resolver, tantas tarefas, tantos cursos...
O trânsito, as 24 horas que nunca dão conta da complexidade que se tornou a nossa vida, a cidade que se tornou 24 horas. Em São Paulo, se eu quiser comprar um livro, fazer uma refeição ou academia lá pelas 3 da manhã, eu encontro lugares abertos para isso. Contudo, essa disponibilidade em tempo integral tem seu preço. A depressão, o transtorno do pânico, a ansiedade crescem assustadoramente.  Em nosso clínica crescem o número de pessoas que solicitam algum tratamento ou técnica para administrar melhor seu tempo, pois não conseguem dar conta da quantidade de coisas que querem.
O primeiro aspecto dessa questão que trabalho é redimensionar com o paciente o próprio tempo e a forma como realiza suas escolhas, revendo os próprios valores e as prioridades em sua vida. E em quase todos os casos as pessoas percebem os exageros das próprias cobranças, percebem seu próprio ritmo e reaprendem a VIVER NO PRESENTE!
A meditação por exemplo, é uma técnica que treina a mente a permanecer no presente e os resultados dessa prática são fantásticos, tais como a diminuição da ansiedade, melhora do desempenho do sistema imunológico, melhora na concentração, na expressão dos sentimentos, aumento da criatividade, diminuição da pressão arterial e até melhora na resposta em tratamentos como câncer.
São tantos os benefícios do VIVER O PRESENTE que não vale a pena argumentar mais. E sua mente encontra-se aonde?

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