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17.2.10

Mulheres que casam com gays


Neste feriado tive a oportunidade de assistir o programa da apresentadora Oprah, ela entrevistou Gayle Haggard uma mulher que escreveu um livro Por que eu fiquei?, onde relata os motivos que a levou continuar seu casamento após os escândalos envolvendo seu marido. Gayle é casada com um pastor evangélico que se envolveu com drogas e um relacionamento homessexual. Ele negou os primeiros anúncios da mídia, mas posteriormente não conseguiu manter a mentira. Ele falou que fez terapia e seu psicólogo disse que ele era heterossexual com ligações homossexuais. Veja mais em http://migre.me/kfR2.
O programa foi ao ar no ano passado, mas a temática é atual. Meus comentários aqui não são para julgar, mas fico triste com estes tipos de relacionamentos, acho muito complicado pessoas inibirem, anularem seus desejos. A pergunta que permanece é - será que esse desejo foi inibido pelo amor à esposa, filhos e trabalho, ou foi inibido pelo medo e discriminação, pelo medo que a religião impõe. Sabemos que para a maioria das religiões a homossexualidade é pecado, acredito que isso é uma distorção dos homens, pois Jesus foi um homem revolucionário que propõe a caridade e a máxima, ama ao próximo como a ti mesmo, Ele sempre esteve ao lado dos pobres e dos desamparados, acredito que Ele não faria discriminações.
Não acredito nestas conversões, entendi as razões apresentadas por Gayle para manter seu casamento, ela foi muito enfática ao relatar o quanto amava seu marido, o quanto preservava seus filhos e família. Ela insinuou que recuperou a confiança no marido. De qualquer forma espero que eles sejam felizes.
Como psicóloga, considero muito prejudicial à saúde mental, a repressão dos desejos. A privação ajuda na extinção dos comportamentos, pois ela faz com que o sujeito fique longe dos reforçadores, mas essa é uma questão para os behavioristas, acredito que o Amilton pode responder.
Tive a impressão neste casamento e em outros relatos que ouvi, que uniões deste tipo se pautam na amizade, no companheirismo, em detrimento de uma vida sexual ativa.
Bom deixei aqui apenas algumas ideias para reflexão e discussão. Comentem!

29.1.10

Mitos sobre o amor

 Achei muito interessante quando vi o tema da matéria de capa da revista Isto é (http://migre.me/i4Wh) desta semana, me fez lembrar uma pesquisa que fiz para a disciplina do professor Ailton Melo da USP, em 2000. Interessante que dez anos se passaram e alguns resultados das pesquisas continuam os mesmos.
O meu assunto foi estilos de amor (teoria de John Lee), usei uma escala desenvolvida por Hendrick e Hendrick que verifica qual é o estilo de amor da pessoa.  Os estilos são os seguintes: 
·         Eros (amor) – ênfase na aparência física,
·         Psique – ênfase nos sentimentos,
·         Ludus - o amor que é jogado como um jogo,
·         Storge - um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base na amizade,
·         Pragma – relacionamento mais prático,
·         Mania - amor altamente emocional; instável,
·         Ágape - amor altruísta; espiritual.

Na minha pesquisa, o estilo mais presente entre jovens universitários foi o Eros, conforme visto em outros estudos no mesmo período. O primeiro mito apresentado na matéria 1 - Homens dão mais valor à parte física das mulheres e as mulheres ao status social dos homens - que está relacionado a este dado.   Foi apresentado também, um estudo da Universidade de Northwestern’s Weinberg, nos Estados Unidos que mostra uma realidade bastante diferente. O trabalho com jovens encontrou que, embora boa parte acreditasse na premissa de que homens e mulheres têm prioridades diferentes na hora da conquista, na prática, ambos os sexos agem de forma idêntica. “A beleza é a característica mais desejada, tanto para os homens quanto para as mulheres”, explica o professor Eli Finkel, um dos autores do estudo. A questão do status social fica em segundo plano até entre as mulheres. “O primeiro canal de comunicação é sempre o da aparência física”, lembra a psicóloga Lídia Weber (veja a matéria na íntegra.. http://migre.me/i4Wh)

Nós vivemos em um mundo imediatista, onde impera o fast, as pessoas estão habituadas a fazerem escolhas rápidas, nesta condição a aparência, a embalagem, se tornam elementos essenciais. Somos condicionados a sempre estar com algo novo e preocupados com a nossa aparência.  Esta situação não é totalmente danosa, mas por outro lado torna as relações superficiais, pois não há disposição, nem vontade de se preocupar com o conteúdo com o recheio.

Prof. Ailton, falando sobre como encontrar um parceiro, referiu que os namoros geralmente começam e permanecem firmes, quando o encontro se deu a partir da apresentação de um amigo. Tenho observado isso há anos, o cupido ou alcoviteiro continuam sendo figuras importantes, quando um amigo te apresenta uma pessoa ou você a conhece no seu trabalho, seu namoro tem mais chances de dar certo (se o casal tiver afinidades, estiverem em sintonia, é claro .....).  

Entre os outros mitos apresentados, um que me chama atenção é - Brigas e críticas minam o casamento, concordo que as críticas em excesso minam qualquer relacionamento, pois elas podem destruir a imagem e auto-estima do outro, e ainda há um agravante pois as críticas podem vir disfarçadas pela frase “eu estava apenas brincando”.... 
Já ouvi falar que as brigas são importantes no casamento para poder dinamizar o relacionamento e possibilitar que cada um possa defender seu posicionamento e manter uma diferença entre as identidades. O que vocês acham precisamos discutir isso.....


Os outros mitos são os seguintes Para os homens, masculinidade se afirma com vigor físico e sexual (discordo...); Biologicamente, os homens não foram feitos para a monogamia (discordo...); O convívio antes do casamento prepara o casal para a vida conjugal (pode ser...); O fim de um relacionamento é mais difícil para quem ainda está apaixonado (nem sempre...);O romance e a paixão desaparecem com o tempo (discordo...); Relações proibidas são mais empolgantes (será...)  Vamos encerrar por aqui, discutir a relação é sempre um assunto longo e demorado.

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