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31.5.10

" SER FELIZ OU TER RAZÃO ? "

Recebi este texto da minha amiga Raquel de Atibaia, gostei muito da reflexão, vejam a história:

Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: - Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devia ter insistido um pouco mais... E ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!


MORAL DA HISTÓRIA:


Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão,independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência: 'Quero ser feliz ou ter razão?' Outro pensamento parecido, diz o seguinte: 'Nunca se justifique. Os amigos não precisam os inimigos não acreditam.


Realmente é muito custoso e estressante ficar tentar provar que tem razão, por outro lado é bem difícil seguir essa moral da história quando a situação envolve perdas maiores. O que chamo de perdas maiores, grandes prejuízos financeiros, ou sonhos, ou objetivos perdidos.

De qualquer forma o texto nos convida a fazer uma reflexão sobre situações conflitantes. Contudo a situação nos remete a outra questão - em que momento cada um deveria seguir seu interesse particular? Em uma situação de equipe, como o gestor lidaria com a situação da perda de um projeto porque um membro da equipe não cumpriu seu prazo?.

Existem várias respostas possíveis... Para lidar com a perda estabelecida, o ideal é desenvolver a resiliência para lidar com as conseqüências aversivas/punitivas, usando um ditado popular não adianta chorar o leite derramado.

pensando em alternativas e apimentando a discussão, eu sugeriria para a esposa da história, quer ir ao jantar dirija você o carro, mas aí é meu lado ariano falando rsrs

Essa minha amiga Raquel sempre aparecendo com idéias interessantes....

23.3.10

É possível viver sem preocupação???

Acredito que não, em algum momento nós estaremos pré-ocupados com alguma coisa, que pode ser uma atividade no trabalho, a falta de dinheiro no fim do mês, a demora de um filho para chegar em casa, teremos n motivos.
Esse assunto me chamou a atenção por ser a matéria de capa da nossa parceira a revista Mente e Cérebro neste mês de março. Com o título “Por que nos preocupamos tanto?
A preocupação crônica se origina da compulsão por controle; porém, quanto maior a aflição, menos somos capazes de encontrar soluções criativas” http://twixar.com/b4n
No artigo temos a descrição de algumas pesquisas, um escala para mensurar se você é alguém com tendências a ser preocupado, há uma relação da preocupação com a ansiedade generalizada, vale a pena ler, a revista já está nas bancas.
Todo ansioso, tende a ser preocupado, pois a ansiedade está diretamente relacionada a antecipação, as pessoas costumam sofrer antes da hora, ficam alertas para os possíveis eventos aversivos que possam acontecer. Uma característica comum aos ansiosos como é destacado na chamada da matéria é o excesso de controle. O interessante é que algumas pessoas justificam o fato de serem controladoras, com a necessidade de serem prevenidas, de terem garantias de que tudo está bem.
A principal desvantagem da preocupação é o sofrimento que ela pode ocasionar, quando ela ocorre em excesso, foi comprovado que pensamentos excessivos aumentam os níveis de estresse e conseqüentemente aumentam os níveis de cortisona no organismo e isto não é bom para a nossa saúde física e mental.
Pensando neste assunto encontrei o seguinte artigo O que nossos pacientes querem e necessitam saber sobre transtorno de ansiedade generalizada? Que apresenta a relação entre preocupação e ansiedade, discute um pouco como os pacientes podem ficar céticos com relação ao tratamento e as vezes buscam muitas informações em sites, por excesso de preocupação e algumas vezes podem até ficar mais confusos. Para ler na íntegra http://twixar.com/1s5
Entendo esta situação a partir do modelo cognitivo de Beck, percebemos que a preocupação pode ativar algumas crenças disfuncionais que podem ter conseqüências ruins para a pessoa, como exemplo de crenças que podem ser ativadas em situação de ansiedade é o medo de errar ou as coisas deveriam acontecer exatamente como eu planejei. Quando estas crenças se tornam disfuncionais elas farão com que a pessoa se torne extremamente perfeccionista ou que ela fique extremamente frustrada por não conseguir realizar suas atividades do modo desejado, ou que possa ter seus relacionamentos prejudicados por exigir demais dos outros.
No trabalho terapêutico nós iremos ajudar a pessoa a flexibilizar suas crenças e encontrar outras alternativas para enfrentar situações aversivas e/ou imprevistas.
Para enfrentar melhor a preocupação é importante se conscientizar de que não temos garantias para nada na vida e não há manual de instrução para lidar com as pessoas e lidar com imprevistos pode nos fortalecer. Isso não é novidade, pode parecer simples, no entanto na maioria das vezes não valorizar coisas simples da vida tem feito as pessoas sofrerem há milênios.

22.2.10

Viver o presente: ansiedade, meditação e cura.

Vivemos o presente sempre com a mente no futuro...

Iniciamos o dia pensando no faremos a tarde, a noite, durante a semana. Sempre com aquela sensação de urgência, somos "bombeiros da própria vida", a todo momento apagando um incêncio. São tantos livros para ler, tanto problemas a resolver, tantas tarefas, tantos cursos...
O trânsito, as 24 horas que nunca dão conta da complexidade que se tornou a nossa vida, a cidade que se tornou 24 horas. Em São Paulo, se eu quiser comprar um livro, fazer uma refeição ou academia lá pelas 3 da manhã, eu encontro lugares abertos para isso. Contudo, essa disponibilidade em tempo integral tem seu preço. A depressão, o transtorno do pânico, a ansiedade crescem assustadoramente.  Em nosso clínica crescem o número de pessoas que solicitam algum tratamento ou técnica para administrar melhor seu tempo, pois não conseguem dar conta da quantidade de coisas que querem.
O primeiro aspecto dessa questão que trabalho é redimensionar com o paciente o próprio tempo e a forma como realiza suas escolhas, revendo os próprios valores e as prioridades em sua vida. E em quase todos os casos as pessoas percebem os exageros das próprias cobranças, percebem seu próprio ritmo e reaprendem a VIVER NO PRESENTE!
A meditação por exemplo, é uma técnica que treina a mente a permanecer no presente e os resultados dessa prática são fantásticos, tais como a diminuição da ansiedade, melhora do desempenho do sistema imunológico, melhora na concentração, na expressão dos sentimentos, aumento da criatividade, diminuição da pressão arterial e até melhora na resposta em tratamentos como câncer.
São tantos os benefícios do VIVER O PRESENTE que não vale a pena argumentar mais. E sua mente encontra-se aonde?

5.2.10

Chuva, Trânsito e Estresse


As chuvas continuam trazendo seus entraves para todas as pessoas e em São Paulo, para aqueles que moram nesta metrópole a chuva traz além dos transtornos normais da chuva o problema do dia-a-dia que é o trânsito.

Como comentado em outra postagem o trânsito é um problema constante e que traz uma série de problemas. Hoje gostaria de falar sobre o estresse presente nestas condições.

O estresse é visto por muitos como algo ruim, mas na realidade ele só é prejudicial quando é constante e leva as pessoas a apresentar alterações de comportamento. As chuvas contantes traz consigo preocupações e estresse assim como o trânsito, portanto estamos vivendo um período no qual as condições diárias são propícias para que este estresse seja constante.

Sendo o estresse constante as alterações comportamentais ocorrerão o que pode ser problemático, as pessoas podem se tornar mais irritadiças, agressivas, raivosas e estes sentimentos quando expressos de modo inadequado traz consigo conseqüências adversas.

Um pai ou uma mãe ao chegarem em casa após um trânsito pesado e chuva pode apresentar-se estressado e começar a discutir com os familiares, ter prejuízo na relação conjugal, ter dificuldade para dormir e no dia seguinte... as conseqüências adversas continuam a se mostrar. Afinal uma noite de sono mal dormida é um predisponente para a presença do estresse, disfuldade de concentração, prejuízo nas relações interpessoais, etc... Percebe-se assim que parece formar um círculo vicioso. Precisamos pensar em soluções.

Comente o que você pensa sobre o assunto, e se tem alguma idéia acerca do que fazer para mudarmos esta situação.

Com relação à chuva não temos muito o que fazer, mas no que diz respeito aos alagamentos acredito que se fizermos nossa em não sujar a cidade, isso pode melhorar!!!

1.2.10

O trânsito de São Paulo


Atualmente o trânsito em São Paulo tem sido um grande problema. Na realidade é um problema há muito tempo, mas a cada dia este problema tem se tornado mais intenso, pois há uma série de consequências.

Em função do trânsito as pessoas têm ficado mais tempo longe de seus familiares, tem tido menos tempo para lazer, tem apresentado alterações emocionais como por exemplo o estresse, tem presenciado cenas de violência (assalto, sequestro, discussões, agressões verbais e físicas). Estes são apenas alguns dos problemas que cito, mas há mais.

O que nossos governantes têm feito a respeito?

Tentativas estão sendo feitas, mas eu creio que não terá o resultado esperado, pois ao mesmo tem em que mais pistas são feitas, mais carros estão sendo comprados, e em pouco tempo as novas pistas estarão sobrecarregadas.

Colocar pistas pedagiadas? penso que isso deve ser considerado inconstitucional, pois afinal de contas todos pagam impostos e tem direito de usar as ruas da cidade.

Como psicólogo penso que deveria ser investido em educação, não apenas educação no trânsito, mas em todos os âmbitos.

Gostaria de saber a opinão de vocês e depois eu volto para escrever mais sobre o assunto.

Alguém tem uma idéia de como podemos melhorar o trânsito em São Paulo?

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